"None of us are getting out of this life alive That's why I don't go gentle into that good night That's why I'm shining brighter than the brightest light I twinkle like my blade in the belly of the Reich 'Cause dullards don't shine for shit, they just talk shite Shoulda, woulda, coulda does not build prophecies of I So I'll be mouth and eyes for the sore foresight"
Considerando o lançamento recente dos trailers de "The Sparks brothers", documentário de Edgar Wright que perpassa pela vida e obra do duo ...
...e "Annette", filme com roteiro dos irmãos Mael e com um time de peso por trás (direção de Leos Carax e protagonizado por Adam Driver e Marion Cotillard)...
...dá pra dizer que 2021 vai ser um ano e tanto para os fãs do Sparks.
Pra quem não conhece, Sparks é o projeto musical dos irmãos Ron e Russel Mael e são uma das idéias mais únicas da história da música pop. É meio complicado tentar descrever em palavras a obra da banda, então, recomendo que os senhores corram atrás de um dos 25 discos que compõem o catálogo deles.
Uma amostra grátis pertinente com o tópico desse post, no entanto, e que serve como uma interessante porta de entrada pro bizarro multiverso que é a cabeça dos Maels é o lyric video lançado com uma das músicas da OST de Annette, a já clássica "So may we start?"
Acreditem no tio Urso quando ele diz que vocês vão ouvir MUITO a respeito de Sparks aqui no blog nos próximos dias. :-)
Leitores de longa data do blog sabem como é o ciclo: eu escrevo como um animal, 2, 3 posts por dia. Sigo nesse ritmo por meses e meses. Aí, eu fico absolutamente esgotado. E aí o blog fica morto por um período indeterminado.
Pessoas (não muitas, sejamos honestos) perguntam se o diário morreu de vez. Poeira assenta, formam-se teias de aranha nos cantos, junta rato, mofo e os cacetes.
Aí, quando o espaço tá abandonado a ponto de declararem prédio abandonado.... ele ressurge vivo, feito um zumbi.
Antes, eu costumava não ter tempo. Agora, esse não é um problema. Não apenas pela natureza apocalíptica dos nossos pandêmicos dias atuais, mas também pela flexibilidade que meu atual trabalho me proporciona. Pra quem não sabe, meus dias como bibliotecário são coisa do passado e atualmente, o que me garante as contas pagas no final do mês é meu trampo atualizando as redes sociais de uma loja de equipamentos do setor culinário. Yep, eu ganho dinheiro escrevendo. Infelizmente, ainda como frila, mas.... yay, eu suponho.
Anyway, só mencionei esse desinteressante aspecto da minha vida "civil" pq ele afeta diretamente o cotidiano do blog. Por um lado, tempo eu tenho. Já posso - bom, não atualmente pq...bem.. pandemia - realizar o sonho de ir ver um filme no cinema em plena segunda feira de manhã. Por outro lado, vocês podem imaginar que, considerando que escrevo como profissão, a última coisa que eu vou querer fazer em minhas horas livres é ....escrever de novo.
Mas aquela coceira criativa que me acomete de tempos em tempos voltou a atacar então... comecemos oficialmente a temporada 2021 do Groselha on the rocks.
Vai ter mais "em rumo a krakoa", talvez tenha mais "conversando com o starman", vai ter discografia comentada do Sparks. OBVIAMENTE, vai ter Monster Mash. E mais uma ou outra surpresa surgida do mais puro impulso e improviso.
De resto, é isso, crianças. Como diriam os irmãos Gallagher, "é bom estar de volta".
O podcast Dissect é um dos projetos mais interessantes que recentemente encontrei. A idéia é analisar cds clássicos, musical e liricamente, em sua totalidade. Não apenas falar das letras mas também da melodia e de como ambos funcionam em conjunto para compor as mensagens que seus criadores resolveram lançar pro mundo.
Alguns dos discos já destrinchados no podcast foram o "My dark twisted fantasy" do Kanye, "To pimp a butterfly" do Kendrick, "The miseducation of Lauryn Hill" da Lauryin Hill e o "Lemonade" da Queen Bey, entre outros.
A mais recente temporada fala de um dos meus discos favoritos da vida: "Because the internet" do Childish Gambino.
Pra quem se interessou, DEVERIA estar no spotify, mas pelo menos na versão BR da plataforma, eu não acho.
Apps como o podcast addict, no entanto, resolvem o problema. É só jogar na busca do aplicativo e já é.
E façam a lição de casa, vendo os extensos guias visuais que eles disponibilizam no site do projeto.
O vídeo acima, dissecando 3005 do BTI é o primeiro vídeo ensaio deles e é um bom representante do tipo de profundidade em que eles vão em seus reviews.