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terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Biblioteca de Zines.


 

Acho que não vai ser surpresa pra ninguém a afirmação de que eu sempre vi esse blog como uma espécie de zine virtual. 

Quadrinhos são o centro que mantém tudo orbitando, mas eu nunca me acanhei de falar sobre tudo que eu gosto, sejam filmes, música, games ou demais temas. Ou mesmo quando eu quero meus momentos "querido diário".

Eu sou uma cria de revistas como a SET, Bizz, Neo Tokyo e, já adulto, a Rolling Stone. Queria ter tido mais contato com fanzines conforme crescia, mas morando em uma cidade do interior, isso ficava difícil.

Mas uma vez aqui em SP, aí o inferno é o limite. Em visitas à Ugra, minha comic shop favorita aqui de SP, minha área favorita é exatamente a de fanzines. Eu adoro a mentalidade anarco-punk de gente produzindo seus gibis, suas publicações de artigos, de poesias, etc., da forma mais crua e underground e "vai do jeito que der pra ir" o possível. 

Tem algo de muito legal na singeleza e na beleza crua desse tipo de publicação. 

Então, imaginem minha alegria quando descobri via bluesky que tem um novo site com o propósito de coletar fanzines em um grande acervo virtual e disponibiliza-los para leitura gratuita.

Não sei se é (imagino que não seja) a primeira iniciativa desse tipo na websfera brasileira, mas independente disso, é um trampo muito bem-vindo. O acervo ainda é relativamente pequeno, mas aí depende dos autores conhecerem a idéia e enviarem seus trabalhos para lá e é nesse ponto do negócio que esse relativamente humilde blog se insere.

Espero que o projeto engaje e consigamos, daqui a um tempo, ter zines de tudo que é canto do país por lá. 

Então, não se acanhem crianças. Pros produtores, enviem seus projetos pra biblioteca de zines. E pra gente, na função de leitores: espalhem a palavra!!!!

quinta-feira, 9 de julho de 2020



Capa da edição do mês da "Little white lies", anunciada agorinha no perfil da revista no twitter.
A arte é de Laurène Boglio.
Linda né?

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

and now for something completely different.....


Normalmente, essas paradas que são, no geral, formativas, atingindo pessoas lá no começo da adolescência, só acabavam chegando em mim de fato lá entre os 19 e os 25 anos de idade, por causa de uma série de circunstâncias complicadas demais pra listar aqui (a mais de boa entre elas, claro, vir de uma família classe média baixa num mundo pré internet, morando numa cidade do interior). Primeiro porre foi aos 19. Primeira vez em que eu saí a noite, em torno disso tb. Primeira viagem pra longe, sozinho, também nessa época. 
A Bizz, no entanto, foi um desses raros eventos que me acertaram mais ou menos na idade certa, ainda que eu olhasse isso de uma perspectiva meio alien, já que eu não tinha acesso àquela música ou àqueles produtos sendo vendidos ali (de novo, só vim tomar um milk shake de ovomaltine aos 22 anos de idade). Mas eu podia sentir aquela atitude e aquele jeito de fazer jornalismo e eu conseguia me deixar impregnar por aquelas idéias de anarquia e caos e, obviamente, isso me influenciou a ponto de eu me sentir grande demais pra uma cidadezinha como Avaré. Talvez a Bizz (e a Showbizz. Eu sei que eles falam mal no doc., mas eu curtia, até pq beggars can't be choosers) tenha sido um dos germes desse inception que me fez querer vir pra capital paulista e que, portanto, é um dos responsáveis pela vida que eu tenho hoje. Aliás, "talvez" é o cacete. Crédito a quem é merecido. 
Eu tava lá com a Bizz quando ela acabou da primeira vez. Tava lá quando ela acabou de novo, lá pelos idos de 2007, na fase sob a tutela do Ricardo Alexandre. Vou estar lá quando ela voltar. Até pq, paradoxalmente, é exatamente num momento como o atual, em que informação brota de tudo que é lado e a idéia de uma revista cobrindo cultura pop parece algo jurássico, que eu sinto que faz falta certa curadoria como a feita pelos caras. 

E yo: eu ainda acho aquele texto do Alex Antunes destruindo um dos discos do Charlie Brown Jr. a ponto do Bonadio proibir qualquer artista sob seu cuidado de sequer OLHAR pra revista uma das coisas mais punks que eu já li na vida. 



Na época, confesso que eu olhava o epíteto utilizado como slogan da Bizz meio arrogante.
Mas hoje, de fato, saudades da "sua revista favorita".

Achei lá no Scream & Yell

Os loucos tomaram conta do sanatório...

  O lendário show do Cramps em um asilo mental em 78... Venus Lux, Poison Ivy e banda, completamente soltos tocando pros internos e interagi...