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sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

"Existem coisas piores que a morte"


Ainda não tive a chance de ver o Nosferatu do Robert Eggers e obviamente sigo mega ansioso para fazê-lo. Isso posto, é preciso que se diga que ele vai ter que comer muito arroz com feijão sangue para superar minha versão favorita da história do conde Orlok.

Todo respeito ao maravilhoso filme original (de 1922), mas poucas coisas me impactaram mais que a versão de Nosferatu feita em 1979 (ano em que eu nasci) por Werner Herzog e com seus parceiros de crime habituais, Klaus Kinski (em uma interpretação maior que a vida e a morte) e Isabelle Adjani (como a real força motora do longa).

Vocês sabem que eu sou uma vadia pra filmes atmosféricos e o clima de morte onipresente nesse longa é algo absurdo, em uma perfeita coordenação de cinematografia (que filme lindo visualmente falando), trilha sonora e demais partes que se coordenam para uma experiência ao mesmo tempo macabra e fascinante, como um pesadelo em que tu sabes o final, mas você já desceu fundo demais e sabe que não tem mais volta. 

Enquanto Adjani é a única pessoa ali com um cérebro funcional e tenta deter os planos do vampiro, Kinski constrói a figura do conde como alguém ao mesmo tempo trágico e asqueroso (e com uns leves toques de humor. As risadas nervosas que eu dei ao ver o conde correndo pela cidade carregando o próprio caixão só acentuam o terror da situação).

Mas claro que esse filme vai ser lembrado pela cena do banquete ao final, onde, em meio a milhares de ratos, a aristocracia local, cientes que que também sucumbirão diante da peste negra, só decidem tocar o foda-se e vão jantar nas ruas.

"Carpe diem", eu imagino.

Pra alguém que viu, na rua de casa, um albergue que também funcionava como casa de show, abrindo bem no olho do furacão da pandemia, quando ainda nem se pensava em vacina e as pessoas morriam feito moscas, essa cena bate de um jeito muito esquisito, tipo "não aprendemos nada, nem lá, nem aqui".



quarta-feira, 21 de junho de 2023

Metalocalypse: Army of the Doomstar

 



Nathan Explosion, Murderface, Skwisgaar, Pickles e Toki estão de volta para fechar o show e uma última apresentação bombástica de seu metal ultra-extremo.
E o melhor sempre fica pro final. 
Dethklok, baby. Main Event!!!! Dia 22 de Agosto. Mais no hype por isso do que pelo line up do próximo Lollapalooza.



quarta-feira, 14 de junho de 2023

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

The book is on the table #01 - "É a esperança que mata".

 Yo, dogs....

"The book is on the table #01". Esse é o nome da nova "coluna" aqui no blog, da qual eu falei semana passada. Batizada, obviamente, pela minha talentosíssima esposa, a mesma mente que deu o nome para a "Monster Mash", a mixtapezinha oficial daqui do Groselha. 

Como já dito, a idéia é adotar um formato meio "newsletter" e falar de forma meio descompromissada - mas nunca superficial - sobre as recentes leituras, filmes vistos, discos ouvidos e o que quer que eu ache interessante de compartilhar com os senhores. 

Comecemos com quadrinhos, pq, afinal, é nossa mídia favorita.


Retomei a leitura de "Gideon Falls". Tinha lido os primeiros, 4, 5 números acho, uns tempos atrás. Até cheguei a comentar sobre em uma das edições do "Sobre homens que podem voar", o podcast que fiz uns tempos atrás e que os senhores podem encontrar lá no youtube (e antes que perguntem, não penso em continuar com ele. Meio desanimado de qualquer projeto que dependa de subir em uma plataforma que se apossa daquilo que eu criei e que cria todo um conjunto de regras imbecis pra definir se eu posso ou não divulgar o que eu fiz para o máximo de pessoas possível. Não quero me preocupar com o algoritmo do youtube, ou do spotify ou qualquer coisa do tipo #Blogging4ever ). Decidi pegar o gibi de volta e.... rapaz.

Digamos que eu tenha parado a leitura anterior antes de uma edição pivotal, daquelas que mudam sua percepção da trama como um todo. Desta vez, fui até a edição 10 e .... novamente... rapaz!!!!

Normalmente, falando de gibi, é fácil vc se concentrar na trama e render todos os loas possíveis para o roteirista, negligenciando o artista que desenhou o negócio. Sei lá, deve ser coisa vinda da nossa relação com o cinema, onde creditamos o filme a uma, duas pessoas no máximo (diretor e roteirista) e esquecemos de toda a horda de pessoas, literalmente DEZENAS, que precisaram botar esforço ali para aquele projeto sair do jeito que saiu. Anyway... todos os méritos ao roteiro de Jeff Lemire mas o que torna esse gibi algo único é a arte.

Sem entrar demais no mérito da coisa pra não spoilar: o padre Willfred chega á cidadezinha de Gideon Falls, uma dessas comunidadezinhas rurais no interiorzão dos EUA. Lá, logo na primeira noite, ele tem seu primeiro contato com o black barn, um barracão negro sinistro, material de lendas - e pesadelos - locais. Ao mesmo tempo, em outro canto da cidade, vemos Norton, um rapaz recentemente liberado por um hospital local depois de um período lá em virtude de suas patologias mentais,e que possui um passado que o conecta ao macabro barracão. Novamente, sem adentrar demais, chega um ponto em que os protagonistas finalmente conseguem acesso ao black barn. Neste momento, para mostrar que eles tem acesso a níveis dimensionais diferentes do 3D, o desenhista, Andrea Sorrentino aproveita para fugir do convencional. Pensem em Promethea e seus momentos mais lisérgicos.

Algo nesse nível. Sério, é impressionante como ele adapta a própria arte para diferenciar os momentos dentro e fora do barracão negro. Eu não consigo descrever o quanto são legais essas páginas e como ele é bastante eficiente em demonstrar que aquilo que os protagonistas estão experienciando é completamente desconectado de qualquer noção de tempo e espaço que nos sejam familiares. Brilhante, absolutamente brilhante. E novamente, o roteiro de Jeff Lemire, um dos grandes nomes dos quadrinhos atuais, só ajuda. É uma trama que bebe do souther gothic, mistura com Twin Peaks, sci fi e..

Sério, só peguem pra ler. Aproveitem que a série é curta. Seis encadernados. Vinte e sete edições. Em uma tarde, vocês matam a série inteira. 

Mudando de mídia, agora falando de cinema.


So. Green Knight. Filme novo da A24. Todo mundo tava no hype depois dos trailers e posteres mostrando um filme particularmente com cinematografia de encher os olhos. Restava saber se a história iria pelo mesmo caminho. 

Na história, acompanhamos o que pode ser a "história de origem" de Sir Gawain, um aspirante a cavaleiro do Rei Arthur, e seu fatídico encontro com o Cavaleiro Verde. O gigantesco homem, meio humano meio árvore, se aproxima da corte Arthuriana nas comemorações de final de ano e propõe um jogo. Um dos cavaleiros irá atacá-lo com sua espada. Um ano depois, este cavaleiro irá até os domínios da criatura, onde receberá dela um ataque nas mesmas proporções que o que desferiu no primeiro encontro de ambos. Depois disso, cada um segue sua vida.

Gawain, tentando mostrar força, decapita o Cavaleiro Verde sem hesitar. Surpreendentemente, o gigante se levanta, pega a própria cabeça e parte, não sem antes lembrar que ele e o jovem tem um encontro, dali a 365 dias. O filme é, basicamente, Gawain indo até o castelo do Cavaleiro Verde para cumprir com sua promessa. 

Se você também se perguntou "pq demônios ele decapitou o bicho, ao invés de só encostar com a espada no rosto do monstro ou algo do tipo?", creia-me, você está no caminho de entender a mensagem do filme. 

Pensem em Amadeus, clássico longa de Milos Forman. Da mesma maneira, Green Knight TAMBÉM é uma história sobre medíocres, sobre pessoas aspirando a grandeza mas em dado momento, sendo confrontadas com a possibilidade de que elas não tenham o que é necessário para atingir tal estado. 

Todo mundo se acha o protagonista do filme, o cara que vai sobreviver ao massacre de zumbis, à invasão alienígena. Ás vezes, no entanto, a vida te lembra que, na tal invasão dos mortos vivos, você não seria o zombie-hunter über cool, matando desmorto com uma serra elétrica, mas sim, um dos mortos-vivos, rastejando sem rumo atrás da próxima dose de massa cinzenta para devorar. 

Você não seria o Negan ou o Rick. Vc seria apenas o Zumbi nº 36 que apareceu por 15 segundos durante um episódio filler e que foi morto com um headshot. 

E dói ser lembrado da própria insignificância, não? É sobre esse desespero, essa busca pela grandeza, esse tatear no escuro, sem a menor certeza de que você pode bancar tal jornada, de que talvez, apenas talvez, você não seja "tão bom assim", que o filme fala. Atmosfera belíssima, um elenco, encabeçado por Dev Patel no papel de Sir Gawain, muito bom e um roteiro eficiente, que passa o que quer passar sem ser didático demais, sem muita exposição e sabendo deixar detalhes nas entrelinhas. 

Eu li sobre o filme ser uma anti-jornada do herói alguns dias depois de vê-lo. Antes disso, no entanto, Stella comentou comigo sobre achar que o filme tinha uma mensagem ambientalista, sobre como tomamos da natureza mais do que precisamos, como pensamos que certas coisas são uma certeza quando - como as mudanças climáticas recentes nos lembram - isso não poderia estar mais distante da verdade. 

E de fato, acho que as duas leituras estão corretas e se complementam. Afinal, não existe nada mais eficiente para lembrar a humanidade da própria insignificância do que a natureza. Tipo, estamos trancados há mais de ano em casa por causa de um vírus, sabe? Um corpúsculo microscópico. Nem uma porra de um ser vivo, de fato. Ínfimo, mas gigantesco o suficiente para botar o arrogante ser humano, com seu hipotálamo altamente desenvolvido e seu par de polegares opositores, de joelhos. Ou deitado eternamente. 

A humanidade se enxerga como eterna e inevitável, até um terremoto, tsunami, uma crise viral ou uma mudança mais radical na temperatura terrestre nos botar em nosso devido lugar. 

Enfim, pra mim, é um dos melhores filmes do ano, fácil no meu top 10. Talvez, no meu top 5. E olha que o ano está bem fornido de filme. 

Estréia sabe lá deus quando, mas vocês já encontram por "meios alternativos". E de qualquer maneira, não vão ao cinema, kemosabe. Covid 19, ya know? Okay, okay, já tem gente com suas devidas DUAS doses tomadas (eu, só no fim do mês), mas mesmo assim, aproveitem que quase todo lançamento grande tá saindo também em alguma plataforma de streaming. O ponto é: vejam da forma que for. 

Um longa sobre aprender a ser herói. Ou morrer tentando.

Por fim, ainda me mantendo no audio-visual, mas agora falando de um tema do qual eu discorro bem pouco aqui no blog: animes.


Eu confesso que nem sequer sabia que Megalobox tinha uma segunda temporada.

Vi, acho que mês passado, a primeira série. Adorei, um dos meus animes favoritos da vida. 

Aí, vi alguém comentando sobre a segunda série no twitter e fui atrás. 

Tem a série inteira no Funimation. 

Pois bem: estou no episódio 4 de "Megalobox 2: Nomad" e, boy, oh boy. Já gosto mais do que da série original. 

A primeira temporada mostra a história de Joe em um mundo num futuro indeterminado. Próximo o suficiente para tudo ser reconhecível, mas distante o suficiente para mesmo o familiar soar estranho. 

Nesse mundo, as diferenças de classe social parecem ainda mais distintas. Os ricos são MUITO ricos e os pobres.... bom, vocês podem imaginar. Neste mundo, um dos esportes mais populares é o Megalobox, onde boxeadores lutam usando exo-esqueletos tecnológicos que aumentam sua força e velocidade. Prestes a acontecer o principal torneio do ano, Joe e Nambu, seu treinador, decidem adotar uma abordagem peculiar para tentar se destacar e subir no ranking de competidores: lutar sem a tal armadura. Por isso, ele fica conhecido entre os fãs como "Gearless Joe". 

O primeiro ano da série já é particularmente eficiente em estabelecer o mundo no qual ela se passa e em enfatizar a questão da guerra de classes. Não por coincidência: Megalobox é de 2018, ano em que se comemorou o 50º aniversário do clássico mangá Ashita no Joe (de Asao Takamori e Tetsuya Chiba). pra quem nunca leu, Ashita no Joe foi um mangá de boxe publicado em 68. Em seus 20 volumes, a série falava também de pobreza, de classes sociais e do esporte como meio de ascensão social.

Dizer que Ashita no Joe foi importante é eufemismo: a série teve tal impacto na faixa mais jovem da sociedade japonesa da época que suas mensagens e a imagem de seu protagonista, foram adotadas por vários grupos de esquerda em manifestações que pediam por mudanças sociais no país. 

Até hoje um mangá celebrado por sua importância, pelos temas que tratava e, não nos esqueçamos, por ser um excelente gibi de ação. Megalobox surge também como uma celebração de Ashita no Joe e de seus temas.

"então, megalobox é uma versão cyberpunk de Ashita no Joe?"

Não. E sim. E não. Ele usa temas semelhantes mas apenas como base, para falar do mundo de hoje, do mundo de AGORA.

Pode parecer estranho falar de pobreza e Japão, mas lembremos que no ano que "Ashita.." surgiu, o país ainda estava se recuperando do baque da segunda guerra. O suporte financeiro dos americanos já era uma das fontes de recuperação da nação asiática, mas o país ainda sangrava. Foi, pra mim, um choque, ao ler Ashita no Joe pela primeira vez, ver uma favela em pleno solo japonês. 

Então, Megalobox pega esses elementos e os usa para falar do mundo de hoje e a segunda temporada pisa ainda mais fundo nessas questões. A season 2 começa com um salto de 5 anos desde o ultimo episódio da temporada anterior. Neste tempo, algo profundamente traumático aconteceu e causou o afastamento de Joe das lutas de boxe. Encontramos o protagonista perdido, cruzando o país de moto, profundamente quebrado, viciado em analgésicos e distante de todos os demais personagens com os quais estávamos familiarizados. O protagonista acaba, depois de ter sua moto roubada, em um assentamento "ilegal" de uma comunidade de imigrantes.

E pelo simples fato de estarmos em 2021, vocês provavelmente já podem imaginar pra onde essa história vai. 

A série não segura as porradas. Xenofobia, preconceito de classe E contra imigrantes, são discutidos de forma clara. A fantasia de ir para um país que parece acolhedor, em busca de um futuro melhor, em contraste com a realidade de um povo que escolhe imigrantes como bodes expiatórios de toda e qualquer crise social. 

Esta comunidade não é descrita como de nenhum lugar em especial, mas o fato do tom da pele deles ser mais escuro, além da língua latina e dos costumes que remetem ao México, tornam tudo ainda mais familiar para qualquer um vivendo os tensos dias atuais. 

Esse é um ponto em que eu bato sempre: fazer arte política SEM soar proselitista é algo MUITO difícil. Um pouco de sutileza de MENOS e você termina com algo parecido com aqueles conselhos que rolavam no final dos episódios do He-Man. 

Megalobox no entanto, sabe tratar desses temas com equilíbrio. Ainda é uma história de ação, mas uma que discute um estado de direita alimentado por interesses burgueses e que escolhe imigrantes como alvos. Sem excesso de didatismo e sem deixar de ser um anime de esportes. 

Não é um reboot de Ashita no Joe. Está mais para uma reencarnação. Algo que pega as bases do original e atualiza para os problemas do planeta Terra do século XXI. O primeiro arco parece se encerrar no episódio 4. No ponto em que estou, Joe, já em processo de recuperação, decide voltar para confrontar o passado traumático do qual tentou fugir. 

Preciso dizer: em alguns momentos da série, lembrei de "Ted Lasso", série que começamos, Stella e eu, recentemente e que me peguei surpreendentemente adorando. Em um determinado momento, Ted comenta sobre como a idéia difundida na comunidade local onde ele acabou de chegar de que "é a esperança que mata" pode ser uma falácia. Segundo os locais, fã de um time de futebol da cidade que está em vias do rebaixamento na divisão que disputa, é melhor abraçar o niilismo pq, afinal, pelo menos você não se pega decepcionado quando as coisas não saírem como o planejado. 

Ted no entanto, defende que é a FALTA de esperança que mata. De fato, niilismo tem um elemento confortável. "Se nada pode ser mudado, para que tentar?". Ted defende a esperança, em um universo frio e que não dá a mínima para nenhum de nós, como um ato de rebeldia. E essa é uma crença que, confesso, eu sempre carreguei comigo. 

Se deus é um master of puppets sádico se divertindo com meu sofrimento, o mínimo que eu posso fazer é tentar achar alguma felicidade APESAR dele. 

Escapar do niilismo e do desespero é um processo, não um evento. No ponto em que estou de "Megalobox 2: Nomad", Joe começou a longa jornada de volta em direção a...algo. Disposto a resgatar a vitória - ALGUMA vitória - das soberanas e incessantes garras da derrota. 

Não sei ainda COMO ele vai fazê-lo, mas acho que vai ser fascinante estar ao lado dele durante sua odisséia. 


É isso crianças. Longa coluna essa semana. Vou tentar fazer algo mais curto semana que vem. Ou não.

Falo mais de Megalobox quando terminar o anime. E prometo posts também sobre Ashita no Joe e Ted Lasso. QUANDO, eu ainda não sei, mas eles virão. 

Ah, e fiquem espertos aqui no blog que logo, logo, devo subir Monster Mash nova. Musiquinha legal com a SEMPRE EXCELENTE™ curadoria do tio Hak, pra vocês. 

Respect!!!!

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Devaneios sobre o trailer de The Matrix: Ressurrections

 

Maluco.... MALUCO...


                      

Ceis viram o trailer de The Matrix Ressurrections? (plural, é importante. As Wachowski são sempre muito cuidadosa com detalhes).

Eu confesso que sempre tive uma idéia de como poderia ser o futuro da franquia caso as autoras resolvessem retornar para esse universo. Ao mesmo tempo, claro, sempre tive certeza de que isso não iria acontecer, simplesmente pq não precisa.

Tudo que precisamos saber sobre o universo de Neo, Trinity, Morpheus e demais está lá nos filmes e no material do universo expandido que importa.

"Que importa" pq, afinal, existe o MMORPG "Matrix Online", mas não falamos sobre jogos online nesse blog. Enfim...

...Vocês assistiram o penúltimo especial de Adventure Time? "Together Again"?

Não, não divago. Ainda estou no tema, confiem no tio urso.


...Se a resposta for sim, vocês sabem o que acho que pode ser o próximo filme da série. Não, não a respeito de uma vida pós-morte, apesar de que...

Eu juro, eu estou ME FORÇANDO a não fazer um "destrinchando o trailer" aqui, apenas pq eu sempre falo tão mal desse tipo de vídeo. Mas a fangirl em mim tá que tá.

Voltando: a guerra acabou no final de Matrix Revolutions e de acordo com o lore da série, não há pq esperar que as maquinas tenham voltado atrás em sua promessa de libertar os humanos que quiserem liberdade. Lembremos sempre: os dois últimos filmes e o animatrix, principalmente vem para desfazer qualquer percepção de que os humanos são os heróis da história. A trilogia em si não é sobre heróis vs vilões ou em quem vence a guerra, mas é, sim, sobre "não-lutar". Sobre a ilusão de "nós vs eles". É aí que acho que mora o roteiro do quarto filme.

Considerando o conteúdo do trailer, onde vemos um Neo (nunca um Thomas Anderson) confuso, vivendo a base de pilulas azuis, sendo recrutado por uma nova célula de red pills e sendo brutalmente caçado enquanto tenta fugir com Trinity, eu desconfio que vamos por uma abordagem mais...."serena".

Menos espetáculo e mais intimismo. Neo procurando por um propósito, Neo revivendo seus "greatest hits" na cena da recepção do prédio, do helicóptero e no metrô. 

O ciclo do protagonista é bem simples: ele surge no primeiro filme e é quebrado no segundo para se redescobrir no terceiro. E se este for o passo final, com ele agora como antagonista? Não mais como o salvador da humanidade, mas seu algoz? Não como vilão, mas como, ele próprio um deus, criador de uma nova realidade onde ele pode viver com a mulher que ama?

Yep. Como diria o Architect no Matrix Reloaded: "vis a vis, love". Considerando o approach mais humano dos projetos recentes das Wachowski, desconfio que toda a violência e cacofonia é uma tática de despiste. O trailer entrega o que geral ESPERA do filme. Mas talvez, não o que realmente importa. 

Desconfio que vai ser como Matrix Revolutions. A maioria das pessoas vai odiar o filme. 

Eu? Vou amar no nível de decorar diálogos. Sai dia 22 nos EUA.

Um mês depois, chega no HBO MAX aqui no Brasil.

Ou dia 23, no serviço de torrent da sua preferência. Fight the system, motherfuckers. :-)

Piadas à parte, sigo curiosíssimo. E ansioso.  

quarta-feira, 2 de junho de 2021

"Podemos começar?"


Considerando o lançamento recente dos trailers de "The Sparks brothers", documentário de Edgar Wright que perpassa pela vida e obra do duo ...

...e "Annette", filme com roteiro dos irmãos Mael e com um time de peso por trás (direção de Leos Carax e protagonizado por Adam Driver e Marion Cotillard)...

...dá pra dizer que 2021 vai ser um ano e tanto para os fãs do Sparks. 

Pra quem não conhece, Sparks é o projeto musical dos irmãos Ron e Russel Mael e são uma das idéias mais únicas da história da música pop. É meio complicado tentar descrever em palavras a obra da banda, então, recomendo que os senhores corram atrás de um dos 25 discos que compõem o catálogo deles. 

Uma amostra grátis pertinente com o tópico desse post, no entanto, e que serve como uma interessante porta de entrada pro bizarro multiverso que é a cabeça dos Maels é o lyric video lançado com uma das músicas da OST de Annette, a já clássica "So may we start?"

Acreditem no tio Urso quando ele diz que vocês vão ouvir MUITO a respeito de Sparks aqui no blog nos próximos dias. :-)

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

"Seja como uma cascata"



Enquanto eu estudava para a "Conversando com o Starman", descobri que, parte do processo criativo de Bowie em sua parceria com Brian Eno na segunda metade dos anos 70, envolvia uma técnica criada pelo produtor e ex-membro do Roxy Music que envolvia cartões com aforismos. No "Outside", disco conceitual de Bowie, os cartões tinham informações sobre cada personagem, que ofereciam um background para os artistas de como deveriam tocar e qual "clima" deveriam injetar nas composições. Em demais trabalhos, a idéia dos cartões, que Eno batizou de "Oblique Strategies" era, por meio das frases neles, oferecer uma certa limitação conceitual e a partir disso, estimular o pensamento lateral.
A frase que eu usei como título deste post, por exemplo, foi uma das que tirei outro dia. Como você interpreta cada uma, é contigo. O negócio é praticar esse raciocínio de associação como um gatilho para o processo de criação artística. 



Quando li sobre isso, pensei "que legal, isso poderia ser lançado pro público"
Foi.
Também pensei "isso também funcionaria perfeitamente como um app"
Bom, Eno e seu parceiro no projeto, Peter Schmidt devem ter pensado o mesmo, já que isso existe, estando disponível para download gratuitamente lá no google play.
Pra galera que trabalha com arte, recomendo bastante. Não sei exatamente qual o processo racional envolvido, mas de fato, o app já me ajudou em um ou dois momentos de bloqueio criativo. 



quinta-feira, 9 de julho de 2020



Capa da edição do mês da "Little white lies", anunciada agorinha no perfil da revista no twitter.
A arte é de Laurène Boglio.
Linda né?

quinta-feira, 2 de julho de 2020

nada a ver com nada, mas....



Acho.....que o último filme de super heróis que vi foi "Avengers: Endgame" (que eu, sempre que vou escrever sobre, insisto em chamar de "Ultimate". O processo é sempre o mesmo: escrevo, bate a dúvida, vou no google e vejo que estava errado. Sim, é o "evento" cinematográfico de uma geração, mais de uma década de concepção. E eu mal consigo lembrar do nome). Teve "BrightBurn", não teve?
Aquele foi um filme de heróis legal. Antes disso teve "Spider-Verse". Meu favorito de todos que eu já vi e o motivo pelo qual eu comemoraria a notícia de um cancelamento dos longas em live-action da Marvel e sua substituição por animações em 2D e 3D como se meu time tivesse ganho a final do mundial de interclubes. Claro, fosse eu um fã de futebol. Nem sei do que estou falando. 
Comemoraria como se meu wrestler favorito tivesse se tornado campeão mundial dentro da empresa na qual se consagrou. David Starr na OTT.... claro... antes de.... vocês sabem. #exposed.
Inclusive, quão desconfortável pra mim é lembrar que David Starr vs Jordan Devlin era minha top luta de 2020 e já era certeza na cabeça da minha lista de melhores do ano?
Dois mil e vinte em versão resumida, imagino. Mas divago.
Enfim, eu adoro Spider-Verse. E eu adorei Birds of Prey, filme que vi, finalmente, na semana passada. Não vou entrar no mérito de explicar o roteiro aqui porque quero acreditar que os senhores pertençam a um dos dois grupos: ou são fãs de filmes do tipo e já viram e reviram a obra várias vezes. Ou odeiam filmes baseados em quadrinhos, o que significa que vocês não se importam com isso.
Meu ponto é: Eu vi Birds of prey. Aliás, "Birds of Prey and the fantabulous emancipation of one Harley Quinn". Que depois foi reduzido pra "Harley Quinn and the birds of prey", pq é nesse tipo de mundo sem graça que a gente vive. 
Adorei o filme. Longe de ser perfeito. É outro que cai na minha triste teoria de que filmes de hqs são excelentes filmes, mas sempre desabam quando lembram que são filmes de HQ. Quando precisam abraçar os tropes e os elementos típicos dos gibizinhos. Porque, afinal, como eu sempre bato, uma coisa é uma coisa e ...bom, vocês sabem.
Adorei as cores, a grandiloquência, a auto-consciência de não se levar a sério demais. Adorei até personagens os quais eu normalmente não gosto. A Canário tem seus momentos. E se for pra adaptar a Caçadora pras telas, ainda bem que escolheram uma atriz como Mary Elizabeth Winstead. 
A trama sobre independência e a tal "emancipação". O filme é da Harley, né? Dela e de suas hienas.
Odiei apenas, como dito, os momentos super. Tá a ação acontecendo e a gente lá, hipnotizado. 
Bala voando em proporções que fariam John Woo abrir um sorriso imenso.
Aí, lembram que a Canário tem poderes e o usam num Deus ex Machina nunca mencionado nem antes, nem depois desse momento. E ao final, as personagens aparecem usando seus superuniformes.
Que. coisa. brega. Mas até aí, por mais densos que sejam os filmes do Batman solo, sejam os do Christopher Nolan ou os mais recentes dirigidos por....bom, quem se importa?...., ainda é uma história de tragédia, dor e ressurgimento das próprias cinzas protagonizadas por um milionário vestido de morcego. Um ninja, bilionário que leva o horror aos corações covardes e supersticiosos dos criminosos enquanto usa orelhinhas de gatinho. 
Acho que vocês pegaram a idéia. 
Enfim, tem seus defeitos. Mas são momentos tão curtos que não afetam a experiência em si, essa sim, absolutamente satisfatória. Até animei em ver mais coisa com a Harley, sejam suas hqs solo, seja sua série de animação. 
Por hora, adiciono esse filme na minha extremamente curta lista de filmes de super-heróis live-action recentes dos quais gosto. Mas assim: gosto MESMO. Lista essa onde constam "Thor: Ragnarok", "Iron Man III", o último filme dos Vingadores e "Black Panther". 
"Birds of prey and the emancipation of one Harley Quinn". Uma viagem lisérgica e extremamente divertida. 
E cujo título, aliás, eu lembrei de cabeça, sem necessidade de googlar. Mais de 40 caracteres. Mais que o dobro, pra efeitos de perspectiva, de "Avengers: Ultimate Endgame"
Falemos de impressões duradouras aqui.... 

quarta-feira, 18 de março de 2020

David Arquette tem o corpo fechado....


Hoje vai ser o dia dos trailers aqui no blog, até pq né? Ninguém fora de casa, exceto quem não tem escolha pq capitalismo é uma bosta e é fácil vomitar ordens pros outros via telefone ou whatsapp enquanto vc tá escondidinho no conforto do seu condomínio fechado, né?
Enfim, comecemos com essa paradinha aqui que promete ser um dos projetos mais curiosos desse ano: um documentário focado na vida e obra de David Arquette e suas escolhas .....fascinantes .... feitas nos últimos anos. Além de sua carreira cinematográfica, o ator, famoso pela série Pânico, teve sua história recente marcada pela luta contra o alcoolismo e.....pela transição para o pro-wrestling.
Pra quem não sabe, lá atrás, em 2000, Arquette foi um dos campeões da finada WCW, em uma storyline bizarrada saída daquela zona pantanosa que é a mente de Eric Bischoff, num evento pra promover o filme "Ready to rumble", que contava com David como um dos protagonistas e tinha aparições de vários dos lutadores do roster da extinta companhia. 
Todos os sinais diziam que a carreira dele nos ringues tinha começado e, salvo uma aparição esporádica na WWE, terminado ali, quando, de repente, em 2018, o homem decidiu voltar pros ringues, em busca de, segundo o próprio, "respeito do fandom". O que parecia um projeto de pura vaidade virou uma jornada interessantíssima com seus altos e baixos. E por baixos, me refiro a sua primeira, única e, segundo o ator, última experiência com death matches, quando ele entrou no ringue com ninguém menos que o FUCKING rei, Nick Fuckin' Gage, o que lhe rendeu um talho no pescoço que quase o matou e uma cicatriz sinistraça como memento desse episódio. 
Desde então, ele seguiu firme e forte nos ringues, cruzando o caminho de nomes como Ethan Page, Jungle Boy, Jerry Lawler, Colt Cabana, Joey Ryan e DDP. 
Era pro doc. ter estreado agora no SXSW mas..... you know.... pandemia e tals. 
Ainda sem data de estréia, vcs podem conferir o trailer logo abaixo:



Tô curioso pra caralho pra ver isso. Com a suspensão do South by southwest, Arquette decidiu estrear o filme em casa mesmo. Chamou galera, montou uma tela grande e apertou o play. 
Se vcs procurarem, acham fácil comentários positivos da galera que viu.
Sigo ansioso e quando cair na minha mão, podem ter certeza que eu comento sobre o que eu achei  do filme aqui no blog.
Pra quem curtiu a idéia, duas matérias sobre o doc.: uma aqui e outra aqui.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

¡E VIVA EL SANTO! - El Santo contra Los Zombies (1961)

Okay again, ímpios.
Só pq estamos na vibe de ressuscitar séries aqui do blog que estavam em hiato por tempo demais, mais um capítulo de ¡Viva el Santo!.
Eu sei, eu sei, eu perdi o aniversário do centenário do enmascarado, my bad. Mas não é como se esse blog, uma celebração dessas pérolas pop, de luta livre, da boa e velha violência como forma de entretenimento, precisasse de uma data específica para usar de desculpa pra tecer os devidos loas a essas paradinhas legais que a gente gosta, né? So. here we go. 

El Santo contra Los Zombies (1961) 






Tudo começa com mais de 10 minutos de gravação de uma luta do Santo.  Nenhuma relação com o resto do filme, mas foda-se, é bem legal. Anyways, somos apresentados à Glória Sandoval, filha do Prof. Sandoval. 



Ela está conversando com o Tenente Zambrano (não sei se é ele de fato, mas parece então whatever) e mais dois oficiais a respeito do desaparecimento do seu pai, um pesquisador a respeito de zumbis haitianos. Um dos agentes presentes, Sanmartin, era um aluno do professor, o que explica pq Gloria foi direto nele. Os dois, mais o agente Rodriguez, visto anteriormente quasse tendo uma síncope vendo uma das lutas do Santo, vão investigar o caso. 
Na mansão do velho docente, os policiais conhecem o irmão do professor, Genaro e seu ajudante, Rogelio. Genaro, descobrimos, é cego há anos, depois um acidente ocorrido numa mina. 



A seguir, vemos 3 zumbis num carro. Sob instruções de uma figura encapuzada sinistra, os 3 vão para roubar uma joalheria  e....



...okay, no, wait, hold on, peraí.
Primeiro......."São zumbis, mortos vivos com o cérebro danificado a ponto de desempenharem apenas as funções mais primais como comer, se mover, atacar........ pilotar veículos sem direção hidráulica, operar equipamentos elétricos de alta precisão..."



I mean...WHAT????



Segundo...  precisamos de um nickname pra figura encapuzada e só me ocorre Evil Black KKK, o que soa completamente errado por todas as razões possíveis, incluindo
a) Evil KKK é uma redundância do cacete
b) Black KKK não soa apenas errado, mas, há não ser que estejamos usando a expressão para falar especificamente da obra cinematográfica de Spike Lee ou daquela sketch maneira do Dave Chapelle, ela tb é um oxímoro.

ANYWAYS, o evil black KKK......não, não dá.... zombie master, okay? Vamos com o mais politicamente correto "Zombie Master"

aham, continuando.. estes zumbis estúpidos, mas capazes de manipular equipamento capaz de cortar aço como se fosse papelão, disparam algum alarme e são interceptados por um segurança que senta o dedo sem dó neles, sem sucesso algum .






O dono da joalheria e os policiais que foram surrados pelos zumbis vão até o tenente Zambrano e, sem saber o que fazer, ele liga seu equipamento de comunicação altamente moderno...


.....pq afinal, apenas usar um telefone vermelho é "simples demais"






........ e entra em contato com EL SANTO na SantoCaverna - ou onde quer que fique a base de operações do enmascarado - que decide começar suas investigações. 
Ao mesmo tempo, Rodriguez, o policial fanboy de wrestling do começo do filme, decide também ir atrás da consultoria do mascarado de prata. Gloria fica um pouco confusa ("ele que vai me ajudar? Um lutador?" oh, mulher de pouca fé) mas acaba concordando.
Pausa para o quão confortável Rodriguez está na frente da mulher cujo pai é peça central num caso de, respectivamente, sequestro, roubo, potencialmente homicídio e reanimação de cadáveres. 


Profissionalismo é isso aí. 

Enquanto o policial usa seu tempo para relaxar vendo uma porradaria sincera, Sanmartino e Isabel vão pra um barzinho de propriedade de um ex-receptador famoso do "mercado alternativo" local. 



A conversa é bem isso.
Policiais: Tu sabe de algo?
Povetti: Sei de roubo nenhum não.
Pòliciais: wait.... roubo? Quem falou de roubo?
Povetti: ..........oh, fuck.....

O rapaz decide que vai "pesquisar por entre seus contatos" a respeito. Visivelmente era um caô pra enrolar os policiais, mas, funcionou. 




Provando que é mau pra caraio, o Zombie Master manda seus asseclas para sequestrarem crianças num orfanato local para poder usar seus corpos em experimentos.

Jesus do céu. Esse filme é de 61 e a gente sabe que teve um monte de criminoso de guerra nazista que veio buscar refugio aqui pros lados de baixo da América. Pq, caralho, isso é nível Mengele de maldade, you know??
Por sorte, o Santo viu, em seu sistema de vigilância fechado...



....não me pergunte, eu só passei a aceitar que o Santo tem câmeras - algumas delas em drones, décadas antes dessa tecnologia existir - espalhadas pela cidade inteira..... 

enfim, o Santo descobre o plano dos vilões - e sim, se ele tem uma câmera mostrando o vilão, pq diabos ele não foi direto no QG do sujeito e enfiou-lhe a porrada? Tb não sei, só segue a vida - e foi impedi-los. Os zumbis tão lá, tocando o terror, causando trauma que nem décadas de terapia vão resolver, literalmente iniciando um incêndio no orfanato, quando o Santo chega e, obviamente, a porrada estanca. 





O problema é que, por mais que o Santo tenha o coração puro, ainda são 3 contra um e ele acaba caindo. Os policiais chegam pra ajudar mas todo mundo quebra na porrada. Os zumbis decidem realizar uma retirada estratégica e o Santo vai atrás.
Nisso, no seu sistema de vigilância, o Zombie Master vê o que tá rolando e explode o carro dos desmortos pra impedir que o herói encontre alguma pista.





E sim, o vilão tb tem câmeras de segurança pela cidade. Pq, afinal, todo mundo tem, né?
Zambrano e os agentes identificam os corpos: todos pertenciam a criminosos executados. Os cadáveres foram todos recolhidos em nome de uma mesma pessoa: Povetti. Uma pista finalmente.

Infelizmente, pista fria



Sacaram? Cadáver. Pista fria. 




...........todo mundo é crítico, né? vsf...

ENFIM, cai a noite.
A agente Isabel tá prestes a ir mimir o sono dos justos e tals.....quando uma porra dum zumbi entra na janela dela. Vc imagina que, por ser uma oficial da lei treinada e tals, ela vá resistir, mas..... nope, 15 segundos e dois gritos depois, ela cai desfalecida. 



...... Quando não mais do que de repente, ENTRA O SANTO e vai pra porrada com o zumbi creepy.




Wait....... ele tem uma câmera no quarto da moça?


.......ANYWAY, a porrada come, aparece mais um zumbi e depois de uma rápida luta, eles se teleportam pra longe e......



wait, WHAT?????





SE ELES PODEM SE TELEPORTAR DO NADA, PQ DIABOS ELES ESTAVAM SE LOCOMOVENDO DE CARRO MAIS CEDO? CARALHO!!!!!!!!!!

Bom, Isabel fora de perigo, segue a vida.
O Zombie master, putaço, decide acabar com essa putaria e bola um plano que envolve raptar o oponente de uma futura luta nos ringues do Santo, transforma-lo num zumbi e usa-lo pra dar cabo do vigilante .





O plano vai em vento e popa e, de fato, o zumbi luchador dá uma canseira no protagonista do filme, 



....quando ele acidentalmente atinge o cinturão do rapaz, atingindo a fonte de força dos zumbis. Ferido, cansado, mas ainda vivo, o herói vai até o camarim do oponente pra tentar encontrar alguma pista quanto é interceptado por dois outros mortos-vivos e aí os dois tentam TIRAR A MÁSCARA DO SANTO...


OKAY, esse é o ponto em que a mera ofensa vira a pura ignomínia: TODO MUNDO SABE QUE NÃO SE TENTA TIRAR A MÁSCARA DE UM LUCHADOR. Não viram Jackie Chan adventures, não? El Toro fuerte? IoMuguiguaifaidizao, como diria o tio. 
Dá morte essas porras, gente!!!!
Bom, o Santo se salva ao destruir os cinturões de ambos. Não sei se é nesse momento ou na cena anterior, no quarto da agente, mas do nada, depois que os zumbis fogem, a janela se fecha sozinha e uma labareda surge do lado de fora e.....WHATTA HELL? O zombie Master tem algum tipo de super poder trevoso? É o diabo dando um help pro vilão?




Enquanto isso, mexendo nas anotações do pai, Gloria encontra um endereço no meio da floresta e vai até o lugar tentar ver qual é que é. 


E não, eu não vejo como a moça, sozinha, no meio de mata fechada, pode dar errado. 



Surpreendendo a absolutamente ninguém, a moça é capturada pelo vilão. Segundos depois, o Santo chega, encontra o carro vazio e vai investigar as imediações.
Nisso, o Zombie Master já está preparando pra zumbificar a moça, não sem antes mostrar como é mau feito um bicho papão com fome ao mostrar que o prof. Sandoval tb é um dos zumbis à sua disposição. Ele ameaça mata-lo.......bom....de novo.... caso a moça não chame os policiais pro local para que o evil man possa eliminar todos os seus inimigos de uma só vez.



enquanto isso, o santo se infiltra...

A moça acaba cedendo - independente do pai dela já estar devidamente morto pq, afinal, é assim que se faz uma porra dum zumbi - e os agentes vem a seu chamado. Obviamente IT'S A TRAP e são todos capturados.



enquanto isso, o santo se infiltra....


Só pra constar, nisso já estamos em uma hora e quinze de longa e faltam cinco minutos pra acabar.
É bom que o Santo, além da encarnação do bem e da justiça, seja também o avatar da eficiência. 




Com todos os planos dando certo, o Vilão se prepara pra matar um por um dos seus adversários quanto FINALMENTE - sério, essa porra dessa base deve ser grande feito um castelo - o Santo chega à sala de controle e vai pra porrada contra o Zombie Master e seu assecla.





A porrada rola sincera. Rola montinho, pisão na cabeça, garrote, cadeirada e os caralhos, quando o herói joga o zombie master contra o computador gigante na sala, causando um curto e matando o vilão. 




Com isso, todos os cinturões de energia dos zumbis pifam e eles voltam pro oblívio de vez. 
Todo mundo se encontra e só resta desvendar a identidade do Zombie Master e, surpreendendo a absolutamente ninguém, o vilão se revela ninguém mais, ninguém menos do que Genaro, o irmão do prof. Sandoval e tio de Gloria. 



E seu assecla, um dos zumbis, era o ajudante Rogélio.


Chupa essa manga, Shyamalan. 

"Pq?", se pergunta a moça
Ao que nosso protagonista responde: "Por ambição. Por riquezas e por poder. Quando os homens desafiam as leis de Deus eles caem, vítimas de suas próprias maldades". Um poeta, né?

Sem mais, o Santo pega de volta sua capa - superhero-wear é caro, não dá pra deixar isso solto em qualquer lugar. Peter Parker adora pagar de pobre e tals mas toda hora é um uniforme dele numa lata de lixo qualquer. Herói de país de terceiro mundo não pode isso não, recessão é foda - e parte.
Zambrano, então, encerra o filme com seu clássico discurso:
"Santo. É sempre assim. Nunca espera que lhe agradeçam."
"Quem será o santo?"
"Uma lenda. uma quimera. A encarnação do mais belo. O bem e a justiça. Esse é o Santo. O mascarado de prata"






PQP, que foda. Toma essa MCU. Toma essa Zack Snyder. 

E fim.

Olha, zoações a parte, e salvo um ou outro evento inexplicável, é um filme bem divertido e bem redondinho com um roteiro que evolui de forma bem orgânica. Os eventos desencadeiam outros e tudo flui de uma forma que vc consegue entender perfeitamente o desenrolar da trama. 
Gostei bastante, uma aventurazinha pulp que acerta no que esse tipo de história tem de mais essencial. 

A seguir: o Santo versus Wilson Fisk. Sério, tá no nome do filme "Santo vs o rei do crime". Toma essa, Demolidor. 

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