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sexta-feira, 16 de junho de 2023

Monster Mash #63: "Daqui pra diante, é só ladeira abaixo..."

 



Sem brincadeira, acho que essa é a melhor edição da Monster Mash que eu já fiz.
Mais de 60 episódios depois, eu acho que atingi a forma quase perfeita da mixtape oficial aqui do Groselha on the Rocks.
Perfeita? Não. Podia ter uns sotaques a mais. Cajun Creole, Afrikaner e outros desses idiomas que eu acho lindos de ouvir.




Mas tá bem legal. Normalmente eu penso na playlist perfeita, citando um termo que eu vi na hq "Deep Cuts". Penso nas músicas, como elas dialogam entre si, a posição delas e tals. 
Nessa, no entanto, eu deixei a serendipitia atuar e só segui os instintos. Menos lógica e mais "feeling", por falta de um termo melhor.
No processo, não só achei coisa muito legal pra apresentar pra quem nunca ouviu mas acabei eu mesmo encontrando uns artistas que nunca tinha escutado antes...

E afinal, qual o propósito de listinhas desse tipo senão conhecer coisa nova, né?

Boss Hog, Voodoo Glow Skulls, Chemical Brothers, Cosmic Psychos, Illya Kuriaki and the Valderramas, Panteón Rococó, Queens of the Stone Age e Mercado de Peixe, entre outros.

so.... bora?


sexta-feira, 19 de maio de 2023

Monster Mash #62: "Sério, eu ODEIO coaches, dude..."


Monster Mash novinha proceis.

Tinha um daqueles meus textos surreais prontinhos na minha cabeça pra postar aqui.

Infelizmente, cometi o erro de ver um vídeo react com um desses gênios de adm. financeira e agora eu tô puto, naquele estado de espírito que tu ganha de perfect no Street Fighter sem se esforçar, que tu capricha no Brutality em MK. Naquele estado em que tu faz o dobro na esteira, na metade do tempo, só movido pela força do mais puro ódio.



Então é isso. Fucking coaches, dude...

Monster Mash da semana: $uicideBoy$, Nine Inch Nails, Ladytron, Madvillain, Ludmilla, Idris Elba, Klaxons e mais uma pá de gente.

Dá o play e seja feliz.

E se hidratem. Porque é importante.  Pedra nos rins é sinistro, guris. Não que eu tenha.

E sabem porque eu não tenho? Exato. Porque eu me hidrato, ímpios.


Enfim, hasta. 


sexta-feira, 5 de maio de 2023

Monster Mash #61: "Everything seems stranger from down here".

 Alguém disse faz umas 24 horas que tudo de errado na nossa sociedade pode ser explicado se usarmos como instrumento de análise o filme mais importante dos últimos anos. O filme que melhor explica a nossa geração, nosso mundo de fandoms, de "sou fan, quero service", de industria cultural e arte enquanto commodity. 

Um filme que não busca explicar nossas aflições, que não tenta transformar em arte os anseios e os medos de qualquer criatura vivendo no vigésimo terceiro ano do segundo milênio. 

Mas um filme que parece ter nascido a partir desses desesperos e, exatamente por isso, acaba funcionando como um retrato, uma polaroid da nossa época.

Gerações futuras provavelmente o usarão como uma forma de entender nossos dias fascistas e estúpidos e cheio de busca por gratificação rapida, via likes e RTs. De 5 minutos de fama no máximo (Warhol foi generoso - e otimista -  em suas previsões). De personas e personas, em perpétuo estado de conflito. De inteligências reais e artificiais. De ritmos e algoritmos. 

Uma obra que, de fato, só poderia ter sido concebida e criada no ano e no mundo e no contexto que a pariu.


.....eu não consigo parar de pensar a respeito disso tudo.


Enfim... para vocês que também se pegam pensando ocasionalmente em questões como "hey. Talvez eu esteja vivendo em uma distopia. Como eu vim parar aqui?" e que precisam de algum tipo de ópio que possa trazer alívio para as dores existenciais, boas notícias: aqui está a nova edição - primeira de 2023 - da MONSTER MASH, a mixtape de periodicidade indefinida do Groselha on The Rocks.



Música estranha pra gente esquisita. Como de praxe. 

Nessa edição tem Father John Misty, Conway, Tim Maia, Dj Shadow, Captain Beefheart, Tears for fears, entre outros. 

Agora eu deveria dizer alguma platitude como "arrastem os móveis e vão dançar" e tals, mas sejamos francos. Não é música pra dançar (bom, algumas até são, na real), é música pra fumar narcóticos de toda sorte, pra deixar de fundo enquanto tu tenta zerar alguma missão de "Saints Row: The third", pra ouvir enquanto você tá "in the zone", tentando fazer 5 km. em 15 minutos de esteira, correndo como se fosse o Flash tentando adentrar o campo de velocidade.

Enfim, escolha seu entorpecente favorito (o meu é Toddy) e dê o play. Vai ser legal, tio Hak garante.

Tá tudo bem. Escuta, escuta: respira. 

Isso. Inspira... e solta.

Respira fundo. 

Vai ficar tudo bem....


..........


.........

Voltamos quando.... bom.. só deus sabe. 

...mas voltamos. 

Hasta.  


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Monster Mash - Good Vibes



Música feliz, música de festa, música pra encher a cara, música de balada.

Yep, eu sei que isso é exatremamente off chatacter pra mim, criatura que se refestela nas trevas e que adora chafurdar nos rincões mais sinistros e pútridos da existência humana.

Exatamente por isso, decidi, só pelo desafio, fazer uma playlist com músicas felizes.

Tentei colocar músicas com letra E melodia good vibes e acho que fui QUASE bem sucedido... Os senhores que me julguem.

Quarta feira de cinzas tá chegando e aí a gente volta a ouvir música sinistra. "Todo carnaval tem seu fim",

Mas por hoje, pelas próximas horas? Vamos tentar esse negócio de "felicidade". Vai que seja bom...


sexta-feira, 10 de junho de 2022

Monster Mash #60: "No gods. Just us"



Monster mash novinha pra vocês, fiotes. Essa foi uma semana cheia de música boa (adoro ouvir alguns discos e playlists enquanto trampo) e óbvio que isso iria render edição nova da playlist oficial do blog. 

Tem novidade e velharia. Gorillaz, Nação Zumbi, Chumbawamba, e L7, só pra citar alguns. Música de festa, música de protesto, música triste. Como de praxe.

Espero que gostem.  

sexta-feira, 27 de maio de 2022

Monster Mash #59: "Oh, It's such fun!"




Hoje é aniversário de uma das minhas musas de adolescência e artistas favoritas da vida: Siouxsie Sioux.. 
Então, aproveitei o ensejo para improvisar uma Monster Mash com minhas favoritas dos Banshees, daquelas que eu ouvia até dizer chega no alto dos meus 19, 20 aninhos, duas eras geológicas atrás. 
Eu sei que eu sou chato, mas dessa vez não fugi dos clássicos pq, afinal, eram eles que faziam minha vida, na época, minimamente suportável. 
Então, peguem o vinho, dirijam-se para a parede mais próxima, diminuam as luzes da sala o máximo que puderem (se tiverem velas, considerem acender uma ou duas para melhor efeito dramático) e... bom... carpe noctem. 


domingo, 7 de novembro de 2021

Monster Mash #58 - "Colours and rainfall and stars and weirdness all around"



Monster mash dominical?

Well, regras só existem para serem quebradas, crianças. 

 So....


Afrika Bambaata, Arcade Fire, Deftones, Tears for fears, Darondo e outros nomes bacanas aparecem na nossa mixtape de hoje. 

Muita música esquisita e incrível, como de praxe. Coisas pra dançar, coisas pra relaxar, pra ficar triste, feliz, contemplativo e todas as nuances entre um estado e outro.... 

Essa semana deve ter mais uma edição, lá por quinta ou sexta. 

Bom final de final de semana, people. 

Hasta...

Respect!!!!

 

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Monster Mash #57 - "Turn off the lights. And turn off the sound"


 Noite de sexta. E vcs sabem o que isso significa...



Monster Mash!!! A mixtape oficial aqui do Groselha on the rocks. Pouco mais de uma hora de música boa pra animar o começo do final de semana (E FERIADO) dos senhores. 

Neste episódio tem LCD Soundsystem, Cigarettes after sex, Gary Numan, Bob Dylan e Sebadoh, entre outros nomes bacanas. 

Muita música estranha, divertida, sublime, perturbadora e tudo isso ao mesmo tempo. 

So, deem o play e já é... 


sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Monster Mash #56 - "There is no promised land"



Pronto. Seu final de sexta e começo de final de semana está salvo, graças a "yours truly" Hak D. Bear. 

Monster mash, a mixtape oficial do Groselha on the rocks, chega em uma edição mais good vibes do que de costume. 

The Addicts, Arca, Rolling Stones, Tim Maia e mais uma pá de coisa legal. 



Espero que gostem. Semana que vem tem outra.

Hasta.

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Monster Mash #55 - The one that ALMOST got lost



As I said, motherfuckers.... Tio Hak, the Bear, o Urso, o modafucking anti-buda suburbano, The Misunderstood Mastermind, não faz promessas vazias.... (pelo menos, não com frequência).

Monster Mash novinha pra vcs.




Tem um monte de coisa legal nela como.... hã...

okay, eu vou confessar que eu não lembro o que eu coloquei nessa lista, já que eu tô com ela pronta há milênios. Senão vejamos...

Oh, wow!!! Dinossaur Jr., Einsturzende Neubaten, X, New Order, The Streets.... eu tava inspirado nesse dia, não? 

Anyway, tem outra dessas já pronta e guardadinha, separada, pra postar aqui. Mas fica pra semana que vem.

Divirtam-se crianças. Hasta!!!


sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Monster Mash #54 - Snootchie Boochies!!!!!!!

                                         

Sexta!!!!!
Dia oficial da mixtape aqui do blog, a incansável MONSTER MASH.
E hoje, vamos de Bjork, Ho99o9, Alice in Chains, Blood red shoes, Faith no More e outras surpresas.
Divirtam-se. 






sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Monster Mash - edição de improviso



Pro inferno. 
Só porque me deu na telha. 
Edição feita agorinha, menos de 5 minutos, só com as primeiras músicas que me vieram à memória.
Edição de festa, (quase) toda dançante, porque afinal, até eu preciso de uma folga da miséria que são nossos dias atuais. 
Já que não dá pra ir pra balada, só bota o som no máximo, arrasta os móveis e se joga. 




sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Monster Mash #52 - "Onipotência para principiantes"



Como é que é?
Monster Mash por dois dias seguidos? Terá a ordem universal sido subvertida e toda a tessitura cósmica virá abaixo como consequência?

Em resumo: não.
O que eu posso dizer? Apenas tive uma semana mais musical do que de costume, o que rendeu material pra uma mixtape mais gordinha. 
É isso, ímpios. 
Já sabem como funciona: deem o play e abracem o mistério. 


                                        

Essa edição tem Poppy, Djonga, PIL, Propagandhi, Dropkick Murphys, Death Grips e Tears For Fears, entre outros. 
Divirtam-se

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Monster Mash: "Conversando com o Starman - Season 01"



Surpreendendo a absolutamente ninguém: As 22 músicas que compuseram a primeira temporada da seção oracular aqui do Groselha, organizadas para o desfrute dos senhores e senhoras 

So, sem mais delongas, e depois de um looongo hiato: 



sexta-feira, 13 de março de 2020

Monster Mash #51: "It's good to be back"




Caralho, OITO meses desde a última Monster Mash. Sabia que era tudo isso não.
Absurdo considerando que eu tenho ouvido música feito um animal.
Não pode isso não. 
Adoraria dizer que essa mixtape traz as últimas tendências e o cacete, mas a real é que eu fiz essa lista há milênios e deixei ela esquecida lá nos recônditos mais profundos de minhas listas do Spotify.
Mas ei-la aqui em toda a sua plenitude. 
Textinho curto sem muitas pretensões pq é um post de ultima hora, só pq eu tava revirando minhas músicas lá no aplicativo e dei de cara com ela. 
Semana que vem, voltamos com os posts na moldagem habitual, cheio de textinhos autorais e mensagens satânicas criptografadas, okay?



Tem Siouxsie, Muse, Ratos de Porão, Luiz Melodia, Gogol Bordello, Meat Puppets, Melvins, Orbital, Aphex Twin e mais uma pá de coisa legal....

Divirtam-se, ímpios.



quarta-feira, 10 de julho de 2019

Monster Mash #50 - Elegia para uma vela sem nome



Universos inteiros morrem durante a vida de uma vela. ....

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Comprei uma vela dessas gordinhas (não as de 7 dias) como forma de prestar gratidão à uma entidade a qual não vou nomear aqui mas para a qual voltei minha fé num momento de necessidade. Ateu, okay, mas num avião caindo, todo mundo é cristão devoto. Enfim. Acendi ela no sábado. Fiz o ritual de derramar algumas gotinhas de cera pra prende-la no pires em que a coloquei, em cima da estante de metal mais alta do nosso quarto (afinal, se o bichão tombasse, não iria correr o risco de nada pegar fogo). E lá ela ficou. Por dias. E noites. Frias, extremamente frias (pelo menos para os padrões desse país tropical). Mas ela seguiu resiliente.
Parecia eterna.
Hoje ela começou a piscar. Fazer alguns sons. Fui ver o que era.
Aparentemente ela estava morrendo. Mas não sem lutar, oh boy, no. Os sons eram ela derretendo a cera fria ao redor que pingavam em cima da chama, oferecendo um novo fôlego para aquela bruxuleante flama. Mordendo, batendo, chutando. Se ela tem que tombar, ela vai aproveitar cada segundo que puder e se manter de pé e cada segundo é uma vitória pq universos, planetas, MULTIVERSOS nascem e morrem em períodos de segundos. E afinal, nascemos depois de milhões de anos desde a origem da Terra, bilhões desde o Big Bang. Vivemos por uma quantia ridícula de tempo, quando colocada em perspectiva história e rumamos pra escuridão pra nunca mais voltar. Considerando isso, cada segundo ganho é uma vitória sobre a eternidade.  E aquela vela? Oh, mothafuckers, that candle will go down fighting...

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Adoro fotos de filhotes de cachorros no Instagram. Até aí, tipo, duh. Todo mundo adora filhotinhos. O ponto aqui: as vezes é bizarro olhar praqueles bichinhos e pensar que eles tem meses, semanas, dias de vida. Há uma semana, ele não existia. Sete dias depois, ele está aqui, num canto qualquer do planeta, mas sua vida cruzando com a minha, ainda que de forma indireta. Num segundo ele não existia. No seguinte, estava lá, sendo limpo pela mãe e procurando por, nessa exata ordem, folego, carinho e leite.
Um segundo. 

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Cada segundo é uma conquista. Num segundo não havia nada. No seguinte, "fiat lux". E a luz se fez. 

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Escrevo essas linhas e ela segue brilhando. Não sei se a intensidade atual da chama é virtude do meu olhar romantizado pra ela ou do simples fato de que o sol está se pondo enquanto teclo essas letras. 
Mas ironicamente, ela segue mais brilhante do que quando comecei a escrever as duas linhas acima. 
Pouco mais do que alguns segundos. 

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Tava ouvindo "My My, Hey Hey" no Spotify pq parecia pertinente e respeitoso o suficiente pra personagem protagonista desse textinho ("better to burn out than fade away". Frase citada por Kurt Cobain em sua carta de suicídio....). 
Terminada a canção clássica do gigante canadense, a música foi pra uma lista de sugestões do aplicativo, o que significa que randomicamente, ela foi de Neil Young para.... Jimmy Hendrix. 
Nope, seria maravilhoso agora se eu pudesse dizer que a música em questão era "Fire" ("let me stand next to your"....) mas a real é que agora ouço "Voodoo Child". Tb pertinente, considerando o objetivo inicial que fez esse item cruzar o meu caminho. 
E afinal, essas linhas mal digitadas são, uma despedida, uma elegia, como o título indica.
E em Voodoo Child, o guitarrista de Seattle diz o seguinte....

"If I don't meet you no more in this world
Then I'll, I'll meet you in the next one"

Because I'm a voodoo child.
Lord knows ..
I'm a voodoo child. 


and it's gone.......

terça-feira, 16 de abril de 2019

Monster Mash #49: "When I die, fuck it, I want to go to hell! Cause I'm a piece of shit. Ain't hard to fucking tell"



Edição rápida, uma horinha de música boa. Notorious, Cage the Elephant, Cartel de Santa, coisa do disco novo do Danger Mouse , Flaming Lips e meu mais recente vício: Death fucking Grips. Prometo edição mais gordinha semana que vem pra celebrar o marco de 50 episódios da lista esquizofrênica de musiquinhas daqui do Groselha.
Divirtam-se, ímpios: 





quinta-feira, 11 de abril de 2019

Monster Mash especial: Crazy Ex-Girlfriend.


E com a mesma rapidez com que apareceu em nossas vidas, Crazy Ex Girlfriend acabou. Foram quatro anos de risadas, lágrimas, começos e fins de relacionamentos. E muita música. 
Já falei da série aqui, ano passado, onde descrevia um pouco do que fazia essa perolazinha tão especial. Começa como uma rom com típica, da mina infeliz que decide mudar a vida inteira em busca do "grande amor". Já , antes da metade da season 1, isso começa a ser quebrado. Em um determinado momento, a Julia Roberts vira Glenn Close e o "noiva em fuga" ganha tons de "atração fatal". O que era sobre amorzinho e sacarose, vira uma série sobre uma mulher em busca dela mesma, se perdendo no caminho e se redescobrindo, já com sua cota de traumas e cicatrizes. É sobre feminismo, sobre amizade entre mulheres, sobre saúde mental e um monte de outros temas cascudos.
Poderia ter colocado mais umas 5, 6 músicas aqui, algumas delas, minhas favoritas. Mas elas são da fase da trama em que a série toma um rumo mais sério e eu não quero vomitar spoilers em excesso aqui. Vão assistir e descubram o show do jeito certo. 
Semana passada o seriado concluiu suas 4 temporadas, e, de forma nada surpreendente, aquela que foi uma das melhores séries de que me lembro, entregou um dos melhores season finales de que me lembro, onde nossa heroína teve seu "final" feliz e "terminou" com a pessoa certa (eu já disse, VÃO VER O SHOW). 
Deixei muita coisa de fora, dentre as mais de 150 músicas criadas pro programa. Mas eu não queria abraçar o mundo, então, mesmo sabendo que são exclusões indesculpáveis, decisões precisaram ser tomadas.
Comento nos vídeozinhos quando achar pertinente.
No mais, dêem o play na listinha ao final e divirtam-se. 

Anti-depressants are so not a big deal



Topo da lista por ser uma das raras vezes em que vimos a Dr. Akopian cantando.

Scary scary sexy lady



Greg drinking's song



Música mega engraçada mas que é um dos primeiros red flags do show, indicando algo errado com Greg.

I give good parent




The miracle of birth



O ser humano é um bicho asqueroso e eu agradeço aos deuses por ter nascido homem e não poder engravidar.

I could if I wanted to



A série te dá vários e vários pontos de identificação no decorrer dos episódios. Obviamente, eu do alto de minha torre de cinismo, antipatia e awesomeness, me via muito no Greg e na muralha emocional que ele bota separando ele do resto do mundo. Essa música é bem isso, ele dizendo que não se importa.... mas poderia.

Fit guys have problems too



Pq tem um coração batendo dentro desse peitoral definido, tho.

I want to be a child star



Eu adoro essa música, puta que pariu. Quem nunca quis ser um "cautionary tale" sobre os malefícios da fama, né amigos?

11 o'clock song



Uma das minhas 5 músicas favoritas da série. Tirada do episódio final, é um dos seus principais pontos de catarse.

Period sex



Getting Bi



Love kernels



Essa música é linda. Não é apenas uma música "de musical" bonita, mas uma música linda, ponto. 
A letra é triste e engraçada ao mesmo tempo e a melodia é belíssima. 

My sperm is healthy



Uma ode aos "soldadinhos" de Darryl, que recebeu a notícia de que pode ser papai quando quiser.

Sexy getting ready song



Garotas: em nome de toda a parcela da humanidade dotada de um cromossomo Y, do fundo do meu coração; desculpem. De boas! Mals aê.

Dont be a lawyer



And by the way, don't be a librarian too. Abram lojas de pretzel, vendam coco na praia, vão ser felizes. E lembrem-se: a frase "vc não precisa trabalhar com aquilo que ama" quando é dita, sempre vem de algum artista, criador de conteúdo e os cacetes, NUNCA vindo da boca de um limpador de fossa séptica, de alguém carregando sacos de cimento no sol do meio-dia ou de alguém enterrado num cubículo, olhando pro computador enquanto deseja a morte por oito horas diárias, 4 semanas por mês, quarenta e poucas semanas por ano. Então corram atrás. Se frustrem e voltem pra um trabalho "normal" se for o caso. Mas vão.
Que? I'm not being personal. YOU'RE being personal, motherfucker.
NEXT

Let's have intercourse



I'm just a girl in love



I'm just a boy in love



Um dos exemplos do brilhantismo da série é botar um stalker homem no show, com os mesmos métodos de abordagem da Rebecca, pra mostrar pra gente, via contrastes e semelhanças, o quanto o comportamento da protagonista é menos "'quirky" e "inocente" do que hollywood fez a gente pensar depois de anos e anos de filmes com Julia Roberts e Meg Ryan. Desconstruir uma protagonista dessa forma é só um dos vários exemplos de coragem do roteiro desse seriado. 

Go the zoo



Alguns procuram conforto no álcool, sexo ou cultura pop. Nathaniel, no entanto, quando precisa renovar suas energias, não hesita.....

I'm not sad you're sad



Santa Ana winds



Provavelmente, minha (e de Stella) favorita dentre todas as canções compostas para Crazy Ex-Girlfriend. O que quer dizer muita coisa, vejam bem.

É isso, crianças. Dêem o play na listinha abaixo ou em algum dos vídeos acima e divirtam-se. 
Tendo, por causa da série, contraído o vírus dos musicais, vou tentar superar o final do relacionamento com ms. Bunch e o resto dos moradores de West Covina indo ver "Cats", "In the Heights" ou que tiver de espetáculos da Broadway pra baixar no pirate bay. Hasta!



quinta-feira, 7 de março de 2019

Monster Mash #48 - I hear thunder but there's no rain.....


Eu sei que é paradoxal, mas o que são as pessoas senão um amontado de contradições, não? Eu, que vivo falando mal de figuras como Tiesto e semelhantes, esses tais 'super deejays", tacando-lhes pedra por terem cometido o pecado mortal de pegarem um movimento iconoclasta em sua essência e transforma-lo em algo masturbatório orbitando ao redor do "super disc jockey", movimentando $$$ equivalente ao PIB de um pequeno estado. Eu, aqui, prestando homenagem ao rosto mais associado ao movimento raver/eletrônico. Bom, em minha defesa, existem rostos e rostos e se todo um gênero marcado pelo hedonismo e subversão tem que ter uma cara, prefiro mil vezes algo perturbador estilo Keith Flint do que o rostinho limpo dos Steve Aokis e David Guettas da vida. 
Indo além, tem o lance punk que me pega de jeito. Pode ser um conceito bizarro pros não iniciados, mas musica eletrônica é punk. Funk carioca é punk pra caralho. Rap é punk até dizer chega. Reggae é punk. Jazz já era punk meia década antes do punk existir. Punk, com P maiúsculo, o espírito de subversão personificado em arte, isso orbita pela história da humanidade feito um espectro desde que o mundo é mundo. Jazz e blues já eram disruptivos nos anos 20. Rock, 2 décadas depois, idem. Em toda a história, sempre tem um núcleo de arte separada do mainstream, do limpinho, do publicamente aceito, do inofensivo; geralmente vindo de núcleos periféricos ao redor do mundo, cronicalizando o cotidiano através de música e da junção dessa com outras formas de arte como pintura, moda, literatura e tals.  Punk nos subúrbios americanos, lá pelos lados do Queens em NY. O Reggae, no fundão de Kingston. O funk carioca nos morros da cidade maravilhosa. Tudo bebendo de outros gêneros, mas distintos a ponto de se tornarem criaturas distinguíveis. Pequenas revoluções. Primos separados em esquinas diferentes do planeta. 
E o Prodigy era punk pra caralho. Tanto que o criador da banda pegou dois malucos muito mais chamativos que ele próprio para serem os mcs do negócio. Quase um truque de mágica. "Eu faço a mágica e vcs seduzem o público". Angier e Borden, mas não mais oponentes, mas aliados, uma só força irresistível. Culto à personalidade e iconoclastia no mesmo pacote. Punk pra porra, se me perguntarem. Dizer que isso foi um acidente seria o cumulo da ingenuidade. Liam Howlett, o cérebro por trás da operação, sabia o que tava fazendo quando pegou um bozo from hell e um gigante negro para serem o cartão de visitas de sua banda. Estilo e substância, senhores. E algumas das batidas mais selvagens, alguns dos BPMs mais intensos que os senhores vão experienciar. 
Por isso a Monster Mash abaixo é uma celebração não apenas de Keith Flint mas do Prodigy como um todo (por isso não excluí faixas do "Always outnumbered, never outgunned", álbum em que Howlett deu uma folga pra Flint e Maxim e chamou gente do calibre de Liam Gallagher e Juliette Lewis pros vocais). Resolvi ser honesto e parar no ultimo álbum que ouvi deles, o "The day is my enemy", apenas pq ainda não consegui dar a devida atenção pro disco mais recente do grupo, o "No tourists", do ano passado. 
Mas enfim, fica a homenagem deste humilde bloguinho, meu canto do mundo em que eu tento celebrar tudo que tem esse espírito mercurial e autofágico do punk (em todas as suas formas e mídias) para uma banda - e seu principal frontman - que é, foi e sempre será uma das encarnações desse espírito, avatares desse deus, talvez o único diante do qual eu me prostre e o unico o qual eu acho digno de meu louvor.



The beat won't stop, guys. 
Godspeed and cheers for the real and twisted firestarter. 



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Monster Mash #47 - Mexican tequilla and blood in the water......


Sexta, dia 8 de Fevereiro do ano da graça de nosso Senhor de 2019 e o blog retoma oficialmente suas atividades.
2019, o ano promete ser uma desgraça climaticamente (vcs viram o calor que tá fazendo?), politicamente, socialmente.... mas pelo menos, temos a cultura pop pra salvar nossas almas e nos separar do suicídio coletivo.
Já mandando na lata, monster mash novinha proceis, com Tony Tornado, Fito Paez e BNegão, entre outros.
Unleash hell, babies!!! Unleash Hell!!!!!!



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