Eu tinha certeza de que já havia postado isso aqui antes, mas vi que minha memória me traiu. Depois de revirar os arquivos do groselha sem sucesso, só desisti e decidi posta-lo.
Não que seja nenhum sacrifício: estou revendo-o em looping e sem perspectiva de parar:
Oito horas. Quase 500 minutos de sons de chuva e a maravilhosa OST concebida por Vangelis para o clássico Blade Runner.
Certas distopias, como a de Exterminador do Futuro ou Mad Max, te pegam pelo choque, pelo som e fúria e pela cacofonia. A do longa de Ridley Scott - baseada no conto de Philip K. Dick - no entanto, é mais próxima da nossa, calma, silenciosa, fruto da apatia e da omissão. Um futuro que, ironicamente, já virou passado (lembremos que os eventos da história se passam em 2019) mas que continua aqui, num estado de perpétuo presente.